A intuição feminina sempre foi precisa, e foi justamente por pressentir algo que Rosana começou a evitar a realidade.
Mas, às vezes, fugir não resolve o problema.
Como agora, em que, quando Rosana permaneceu em silêncio, foi Manuel quem quebrou o silêncio:
— Rosa, você não tem nada a me perguntar?
Rosana parou o que estava fazendo e tentou forçar um sorriso, que acabou soando mais como um disfarce fracassado, e disse:
— Não, nada. Por quê?
Manuel, com a expressão impassível, falou: