A lua cheia surgia acima das árvores, iluminando a clareira com uma luz prateada e suave. Cada raio refletia no cabelo de Ella, no rosto de Liam, e parecia transformar a noite em um instante quase mágico, onde o tempo desacelerava, e apenas eles existiam. O silêncio da floresta era quase sagrado, quebrado apenas pela respiração compartilhada e pelo sutil som dos passos sobre a folhagem.
Ella sentiu o coração acelerar ao olhar para Liam. Cada traço do rosto dele, cada sombra causada pela luz da lua, carregava uma intensidade que quase a consumia. — Liam… — murmurou, a voz baixa, quase trêmula — a lua… parece nos observar.
Ele sorriu de leve, mas o olhar permanecia intenso, profundo, como se pudesse enxergar cada emoção que ela tentava esconder. — Talvez ela esteja — disse, a voz rouca, carregada de desejo e reverência —. Mas mais do que observar, ela testemunha o que sentimos. Cada toque, cada gesto, cada entrega… é nosso e só nosso.
Ella respirou fundo, sentindo cada músculo reagir à