Mundo ficciónIniciar sesiónEu nunca fui uma mulher atirada, sempre cuidei com quem saia e com quem me relacionava,meu grande erro foi o Pedro,mas graças a traição dele durou pouco tempo.
Mas aquele homem era sinal de pecado,um pecado que não poderia cometer. Um pecado que me lembrava de onde eu vim e para onde não queria voltar. Hei,tá fugindo de mim? _ Estou! Dá para você parar de andar? _Não dá! Olha eu estou cansada, preciso ir embora para minha casa , vamos fazer o seguinte: Foi ótimo te rever,os anos te fizeram ainda melhor,mande um abraço para sua mãe e tchau! Me virei quando percebi que seus braços estavam ao redor da minha cintura,me segurando para que eu não fugisse. Então os anos me fizeram bem? E disse com aquela voz que sonhei tantas vezes, aquele sorriso cafageste que me deixou de pernas bambas. Não foi bem assim que falei? _ Mas foi o que eu entendi! Os anos foram gentis com você também, transformou uma menina em uma mulher linda! _ Ah é assim que se fala que uma mulher envelheceu? _ Não, é.Na verdade é assim que se fala que aquela menina se tornou um pecado em forma de mulher. _ Eu preciso ir? _ Eu te levo! _ Não precisa eu pego um táxi? _ Faço questão! Esse era o grande problema,ele fazia questão,e eu queria que ele fizesse questão! Durante todo o caminho eu e ele mal falamos. Não perguntei nada da vida dele,e nem ele da minha. Não eramos estranhos ,mas também não eramos Eu sabia que ele era o Vitor Bernard,e ele eu sou a Helena, sobrinha da doceira Dona Maria.Um encontro de duas pessoas desconhecidas que se conheciam,e que já trocaram muitos olhares comprometedores. _ Vamos passar em um barzinho aqui perto, gostaria de conversar um pouco mais com você?- Pode ser? _ Vamos! Meu erro! pensou Helena. Entramos em um barzinho e seguimos para um lugar mais reservado, eu falei em pouco sobre a faculdade sobre o que eu fazia na capital. E ele disse muito pouco sobre ele, somente sorria e esse era o problema, para minha resistência. _Vamos sair daqui,topa? Não sei se era o vinho que já tinha subido para minha cabeça e tomado conta do meu cérebro,ou fosse o desejo reprimido por anos , mas aceitei ! Seguimos para o hotel onde ele estava hospedado, chique, grandioso e requintado .Eu não combinava com nada ali.Minhas roupas eram simples demais para aquele ambiente. Pensei,bem que eu poderia ter saído com o uniforme da feira de eventos, estaria melhor que minhas roupas habituais.Mas já era! Se estava na chuva era para me molhar! E eu queria naquele momento me molhar! Quando eu percebi já estava aos beijos com Vitor e não ficou só nós beijos. Vitor sussurrou em meu ouvido: _Sempre, quis fazer isso com você,mas você era muito novinha e deu uma risada sacana, mas agora não é mais,eu posso? Me perguntou sorrindo: _Deve! E eu me perdi,a noite foi maravilhosa,era uma mistura de sentimentos enrustido com excitação.Ele era o pecado em forma de homem, minha paixão platônica , desmistificada.Eu me entreguei para ele sem reservas e sem medo! Vitor era rústico e sofisticado como o fogo e água. Como se eu estivesse realizando uma vontade reprimida e muitas vezes escondida pelos anos. Ao menos um desejo do passado foi realizado,provei minha paixão platônica.Cada minuto com ele foi bem aproveitado. Vitor Bernard,era hoje um homem poderoso, não aquele rapaz recém saido da faculdade,eu sabia pouco sobre ele,e procurava não ficar sabendo pela frustração de não gostar do que poderia encontrar sobre ele.Cheguei a ler algumas matérias que saíram em um portal de notícias, mas nada referente sobre a vida pessoal dele.Um dia ouvi minha tia dizer que ele havia se casado, mas que durou pouco tempo o casamento e já estava separado.Bem com certeza é verdade pois não havia nenhuma aliança em seu dedo. E como ele estava sem aliança , sozinho e saindo de uma feira de eventos com uma moça, só podia ser solteiro! Eu deduzi.. O dia estava quase amanhecendo,eu tinha que ir embora,eu precisava ir embora.Mas eu não conseguia sair dos braços daquele homem .Que tantas vezes desejei ,quantas vezes sonhei com aquele momento,com aquela noite , esperei durante tantos anos por aquele momento.E agora precisava ir. Como não tinha mais saída, me levantei lentamente,vesti minha roupa, calcei meu velho sapato e sai em direção da porta.Era melhor assim, somos de universos diferentes, não pertenço ao mundo dele, e nem ele faz parte do meu. Sai daquele quarto deixando somente um bilhete ao lado do travesseiro. Quando o dia amanheceu,procurou por Helena,mas ela não estava mais naquele quarto. E ao lado do travesseiro ela deixou um bilhete escrito: Obrigada por realizar os meus sonhos mais antigos. Assim: Helena






