Victor continuou imóvel por alguns segundos, longos e pesados.
Como se estivesse tentando respirar depois de quase se afogar.
A chuva batia contra os vidros enormes da fortaleza, mas o silêncio entre nós parecia ainda mais alto.
Então ele riu baixo, uma risada quebrada, dolorosa.
Victor passou a mão pelo rosto devagar antes de finalmente me encarar.
— Você faz ideia do que eu senti ouvindo aquilo?
A voz dele falhou levemente no final. A mandíbula travada, os olhos vermelhos entregavam sua