A imagem da câmera continuava congelada na tela.
O rosto de Carolina Duarte.
Granulado.
Antigo.
Mas inconfundível.
Na sala técnica da mansão, ninguém falava.
O promotor olhava para o vídeo.
Depois para Rafael.
— Você tem certeza?
Rafael assentiu.
— Trabalhamos no mesmo prédio durante meses.
— Ela participava das reuniões administrativas.
O promotor cruzou os braços.
— E nunca foi mencionada na investigação da queda?
— Nunca.
Silêncio.
Isso não era apenas esquecimento.
Era apagamento.
—
Do lado