O apartamento de Clara cheirava a café recém passado e biscoitos de baunilha, um aroma que parecia ter se infiltrado nas paredes ao longo dos anos e que agora me recebia como um abraço silencioso.
Quando entrei com a mala, ela estava na cozinha, de costas, os cabelos presos em um coque desleixado que deixava escapar alguns fios, a camiseta larga caindo sobre os ombros e escondendo as curvas que eu conhecia tão bem.
Havia algo profundamente doméstico naquela cena, algo que me atingiu no peito co