Ela se chamava Clara, segundo o crachá. Cabelos presos em um coque desleixado, uniforme preto e branco, olheiras de quem trabalha demais e dorme de menos.
Não havia maquiagem pesada. Não havia roupas pretas. Não havia a fumaça de rebeldia que emanava da garota do vídeo.
Mas havia algo nos olhos. Na forma como ela se movia. No jeito de baixar o olhar quando falava com Dorian.
Eu a reconheci instantaneamente.
Lara.
Ela estava ali, na minha frente, servindo a minha mesa como se nada tivesse aconte