O segundo ano em Newburyport trouxe uma mudança que eu nem ousava sonhar.
Marge, a dona do café, tinha uma irmã que geria um restaurante no centro da cidade — O Píer, um lugar elegante, com toalhas brancas e garçons de uniforme. Ela precisava de uma garçonete experiente e Marge falou de mim.
— A Clara é boa, dedicada, nunca falta. E precisa do dinheiro.
Consegui o emprego.
O salário era o dobro do que eu ganhava no café. As gorjetas eram generosas. Pela primeira vez desde que cheguei a Newburyp