Luciana Moreno.
Voltar para casa não apagou o medo.
Essa foi a primeira verdade que precisei aceitar depois do sequestro.
Durante o resgate, enquanto Leo me abraçava no meio da tempestade, eu pensei que bastaria atravessar os portões da chácara para que tudo terminasse.
Pensei que o cheiro conhecido da casa, o calor da cama, os braços da minha filha e a voz rouca de Don Eduardo reclamando de alguma coisa sem importância seriam suficientes para afastar qualquer sombra.
Mas traumas não obedecem