ARTHUR E O SINAL VERMELHO
O semáforo vermelho surge à distância como um pequeno aviso luminoso, algo que a maior parte das pessoas ignora ou enfrenta com pressa.
Mas Arthur?
Ele quase agradece quando o vê.
É o único momento do dia em que ele respira.
Ou tenta.
O carro desliza devagar até a faixa de pedestres, e ali, exatamente ali, como se o universo tivesse memorizado a pontualidade deles, Helena está.
Sentada no meio-fio, com Davi no colo.
O menino está inquieto hoje.
Sacode as perninha