Yana
Ainda de olhos fechados diante do espelho, a imagem da minha fantasia mudou de cenário, tornando-se ainda mais nítida.
Eu não estava mais apenas parada assistindo. Eu me movia. A música começava baixa, grave, e o meu corpo respondia aos estímulos como se sempre tivesse sabido exatamente o que fazer. Eu dançava. E dançava exclusivamente para ele.
Para o Brandon.
Era eu quem conduzia a cena na minha mente, quem ditava o ritmo da aproximação, quem controlava com precisão o espaço físico entre