CAPÍTULO 21 — A Chave
Elara acordou mais cedo do que de costume.
Ainda estava escuro quando abriu os olhos.
Ficou deitada por alguns minutos, ouvindo a casa.
Um estalo distante.
Água correndo pelos canos.
Depois, silêncio.
Virou o rosto para a janela.
A chuva da madrugada deixara pequenas gotas presas ao vidro.
Dormiu mal naquela noite.
Não por causa de pesadelos.
Foi a pequena porta escondida na biblioteca que insistiu em voltar à sua cabeça.
Levantou-se sem fazer barulho.
Vestiu