— Xavier. O que você fez?
Ele não tinha se mexido, o telefone ainda brilhando na mão, o corpo inteiro rígido contra o vento do porto. Vi a cor sumir do rosto dele pela segunda vez, mais fundo dessa vez, como se o que quer que aquela mensagem significasse tivesse alcançado um lugar mais frio do que medo. A água atrás dele batia baixinho contra os suportes do píer, um som comum que parecia completamente errado diante do pavor de repente espesso no ar entre nós.
— Nada. — A voz dele saiu rápida de