Sarah permaneceu imóvel diante do espelho de cristal.
Seu reflexo continuava sorrindo.
Mas não era um sorriso de alegria.
Havia nele uma tristeza tão profunda que parecia carregar o peso de séculos.
— Quem é você? — perguntou novamente.
A figura ergueu lentamente a mão.
Do outro lado do espelho, seus movimentos eram suaves, quase solenes.
— Sou a parte de você que foi silenciada.
Sarah sentiu um arrepio percorrer todo o corpo.
— Não entendo...
— Ainda não.
Eryon permaneceu em silêncio, observan