Capitulo 2

Kamilla Lopez 


Deitada sobre o sofá eu lutava para deixar os olhos abertos, desde que cheguei do trabalho apenas tomei um banho e deite-me sobre o sofá, derrubo o livro no chão, me levanto e encaro o relógio pendurado na parede, era 20h da noite, suspirei agradecida, tenho tempo suficiente para dormir até amanhã. 

Resolvo ir para o quarto, mas antes que chegasse até lá ouço batidas na porta, me aproximo dela e escuto murmúrios no lado de fora, ao abrir me deparo com Bianca acompanhada de dois amigos que já conhecia. 

— Nossa, o que aconteceu com você? - perguntou ao ver o meu estado de sono. 

— Acabei de acordar, o que está fazendo aqui? 

— Vim te visitar, trouxe até companhia. 

— Bianca, está tarde. - falo sonolenta. 

— Ainda são oito da noite. 

Junto com os rapazes ela entra e se aproxima do sofá, vejo eles sacarem baralho e começarem a jogar, observei aquela cena sem vontade de participar, esperava ansiosa que ela fosse embora e os levasse junto, não queria ser rude com eles, sei que ela pensa que sou uma pessoa solitária, por isso insiste que eu saia mais vezes eu arrume um namorado. 

— Vem jogar Kami, não sabe o que está perdendo 

— Não sei jogar isso. 

— Vem cá, eu te ensino. - o rapaz que estava lhe acompanhando se ofereceu. 

— Estou bem aqui, obrigada. 

— Vem.. Não seja tímida. - insistiu. 

Suspirei e me aproximei deles, Diego começou a me explicar da maneira de que deveria jogar as cartas, em pouco tempo consegui entender a sequência do jogo, fiquei tão entretida que as horas foram se passando, pedimos comida e continuamos a jogar. 

— Que tal deixarmos o jogo mais interessante? - Caio que estava do lado de Bianca sugeriu. 

— Mais interessante? 

— Sim, veja bem.. Poderíamos apostar. 

— Estou fora, não sou tola para fazer apostas. - disse Bianca. 

— Não precisa ser dinheiro. - ele persistiu revirando os olhos. 

— Poderíamos apostar tirando alguma peça de roupa. 

— Acho que isso não é uma boa ideia.. - Bianca protestou. 

— Concordo. - apoiei suas palavras. 

— E por que não? Somos todos amigos. 

— Acho melhor vocês irem. - levantei-me do chão. 

— Se não quer apostar, não aposta. - disse Diego. 

— Bianca você viu a hora? Trabalhamos cedo amanhã. 

— Ela tem razão. - Bianca também se levantou. — Vamos nessa. 

Assim que eles passaram pela porta eu tranquei e segui para o quarto, estava exausta e minha única vontade era de jogar-me sobre a cama. Fui até o banheiro e livrei das roupas, entrei no chuveiro debaixo do chuveiro deixei que a água morna lavasse meu corpo e carregasse as energias que perdi durante o dia. Voltei para o quarto enrolada em uma toalha, me aproximei do guarda roupa e vesti uma camisola de flanela, soltei meus cabelos e me joguei no colchão. 

Na manhã seguinte já esperava Bianca em frente de casa, hoje ela me daria carona para o trabalho. Dormi bem esta noite, minha energias estavam recuperadas, porém, assim que o carro dela para na minha frente e olhei para seu rosto, vi olheiras enormes mostrando que não havia dormido bem. 

— Bom dia, Bianca. - cumprimento assim que entrei no veículo. 

— Bom dia, Kami. - ela boceja. 

— Não dormiu bem nesta noite? 

— Me lembre de não sair mais a noite, por favor. 

— Se me escutasse mais vezes talvez na teria más noites de sono. 

— Como sempre está certa, não cansa de ser perfeita? 

— Não. 

— Percebi. Mas enfim.. O Diego está interessado em você. 

— Eu sei, ele já se declarou para mim. 

— E o que você disse? 

— Falei que o considerava um amigo. 

— Deveria conhecê-lo melhor, ele é muito bonito. 

— O Caio é um idiota, viu o que ele queria fazer? 

— Ele não falou sério, apenas brincou. 

— Não me passou essa impressão. 

— Você é desconfiada assim mesmo? 

— Não sou desconfiada, apenas não confio cegamente nas pessoas. 

Depois de percorrer pelo trânsito chegamos no local de trabalho, fomos diretamente para a enorme lanchonete. Eram exatamente 8h da manhã, já se encontrava uma boa quantidade de pessoas pela arena. Passamos pela multidão, enquanto andávamos sentia uma queimação estranha e aflita por todo meu corpo, parei de andar e olhei para os lados, de fato eu não sabia o que estava procurando. 

— Kami! - Bianca me chama. 

Volto a andar, depôs de guardarmos nossos pertences começamos nosso expediente. Hoje fiquei responsável de atender os clientes no lado de fora da lanchonete, na praça de alimentação, eu atendia e levava seus pedidos sempre com um sorriso no rosto.

— Arena está muito movimentada hoje. - Bianca falou. 

— Notei. 

— Isso é porque um empresário está a passeio com o filho. 

— Empresário? 

— Sim, por isso está muito movimentado. 

— Agradecemos a ele. 

Algumas horas mais tarde o jogo já havia se encerrado, o número de clientes redobrou naquele instante, eu contava as horas para que meu expediente acabasse e eu pudesse ir embora. Após atender o último cliente, um grupo de homens vestidos de ternos e óculos escuros se aproximaram da área de alimentação, pareciam ser seguranças.

Em meio dele havia um homem alto de cabelos loiros e olhos azuis, sua expressão era terrivelmente intimidadora, ele era maior do que os próprios seguranças, parecia que ele quem estava os protegendo. Aquele homem exala testosterona pura, um ar de arrogância e poder, ele era muito atraente. 

Os seguranças se afastaram e ficaram em distâncias curtas, o homem extremamente lindo desviou seus olhos para mim, por um momento prendi o fôlego, aquele olhar intimidador me permaneceram lhe encarando, não conseguia desviar. 

— Moça. 

Ouço uma voz doce e baixa me chamar, olhei para baixo, um pequeno menino estava diante de mim, ele está um ser tão pequeno e tão lindo. 

— Olá homenzinho. - sorri para ele. 

— Eu quero fazer o meu pedido. 

— Ah! Perfeitamente.. O que dese.. 

— Sorvete de chocolate! 

Com o pedido anotado em minha mente caminhei para a outra funcionária preparar. Com o sorvete nas mãos eu virei-me e percebi que a criança havia se aproximado daquele homem, eles estavam dividindo a mesma mesa, sentia-me intimidada por constar que terei de me aproximar, não posso m****r outra funcionária ir no meu lugar, ou o chefe não gostará nenhum pouco.

Espantei aquela sensação e me aproximei da mesa, assim que lhe entreguei seu enorme sorvete de chocolate, falei:

— Aqui está, bom lanche. 

Assim que dei as costas para voltar ao trabalho, ouço a criança ordenar:

— Sente-se! 

Fiquei surpresa com atitude da criança, logo deduzi que ele seja um garoto mimado, virei para ele e falei com um pequeno sorriso. 

— Não posso meu anjo, estou em horário de trabalho. 

— Sente-se! 

Ouço a voz grossa carregada de autoridade e perigo, virei-me e me deparei com os olhos azuis acinzentados e uma expressão séria, por um momento minhas pernas ficaram bambas. Um dos seguranças se aproximaram de mim e colocaram uma cadeira e me forçaram a me sentar, céus, onde me meti?

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