O relógio de parede no meu escritório marca o início da noite quando finalmente decido que os negócios legítimos e as burocracias da Família já roubaram tempo demais do meu dia. Desfaço um pouco mais o nó da gravata, pego o paletó pendurado na cadeira e saio a passos largos. A necessidade de ver Beatrice, de respirar o perfume dela e de apagar a irritação que os anciões me causaram mais cedo funciona como um ímã violento. Entro no carro e sigo direto para a galeria de arte dela.
O trajeto pela