POV ZOE
Passei o restante da tarde tentando me convencer de que tinha visto um homem qualquer.
Era a explicação mais lógica.
A mais simples.
A menos assustadora.
Um homem de terno escuro parado no corredor de um hospital. Só isso. Nápoles devia ter milhares deles. Homens altos, sérios, de mandíbula marcada, roupa cara e expressão fechada. Talvez ele nem estivesse olhando para mim. Talvez esperasse alguém. Talvez tivesse virado o rosto por coincidência no mesmo instante em que eu passei.
Talvez