O relógio marcava duas da manhã.
Toda a cobertura estava mergulhada no silêncio.
Exceto um quarto.
Selene permanecia acordada diante da janela.
Os olhos fixos na lua.
Os dedos apertavam o celular com tanta força que os nós dos dedos haviam perdido a cor.
Nada estava acontecendo como deveria.
Kael já não a procurava.
Já não fazia questão de sua companhia.
E, pior...
Falava o nome de Elena durante o sono.
Ela fechou os olhos.
Aquela mudança não fazia parte do plano.
Pegou o celular