Mundo ficciónIniciar sesiónLisboa tinha aquela luz que eu não sabia que existia até ver.
Não a luz forte de São Paulo, que era vertical e direta e que não pedia licença. A luz de Lisboa era oblíqua — chegava de lado, dourada mesmo ao meio do dia, como se a cidade tivesse sido construída num ângulo específico para recebê-la do







