Naquela noite, Eduardo finalmente retornou para casa, mas, ao entrar, deparou-se com a penumbra das luzes indiretas e o mais absoluto silêncio.
A mansão estava impecável, como sempre.
Ele afrouxou a gravata enquanto atravessava a sala. O som dos próprios passos parecia ecoar pelo ambiente grande e silencioso demais. Foi até a cozinha e encontrou tudo igualmente perfeito. As bancadas limpas, os utensílios organizados, nenhum sinal de movimento.
Ainda não eram oito da noite e Eduardo percebeu que