POV Daniel
O motor do sedã blindado rugia baixo, um som surdo que parecia ecoar a minha própria frustração contida. Minhas mãos apertavam o couro do volante com tanta força que os nós dos meus dedos estavam brancos. Pelo retrovisor interno, eu monitorava cada fração de segundo do silêncio de Jullie no banco do passageiro. Ela olhava para o vidro embaçado pela chuva torrencial, a mandíbula rígida, os braços cruzados sobre o peito como se tentasse manter os próprios pedaços unidos dentro daquele