POV: Léo
O álcool deveria me acalmar, transformar a raiva em algo suportável. Mas, quando se trata dela, o efeito é o oposto, a ponto de a simples melodia trêmula da sua voz na escuridão ser suficiente para que eu a enxergue antes mesmo de vê-la.
A garota loira de olhos azuis está bem na minha frente, e não consigo deixar de notar as bochechas coradas e lábios tensos, como se tentasse processar o fato de que sei cada detalhe da sua vida. Cada maldito detalhe.
Meus dedos deslizam pela lateral