Nácar estava correndo. A floresta era um borrão de sombras e luar, mas ela não olhou para trás. Os passos ecoavam, brutais e determinados. A terra sob seus pés se tornava uma inimiga, desleal, traiçoeira, ameaçando fazê-la tropeçar.
— Não posso parar — repetiu para si mesma, com a respiração entrecortada pelo esforço e pelo medo.
— Lá vai ele! — gritou uma voz distante, misturando-se com o latejar selvagem em seu peito.
Ela sentiu um suor frio encharcar suas costas. Nácar manteve o ritmo, seus