Equilibrei a bandeja sobre a palma da mão, exatamente como eu já tinha visto as pessoas fazerem, e voltei para a sala com a postura de alguém que nasceu para ser admirada, não para carregar aperitivos.
O vestido preto me pinicava em lugares que deveriam ser protegidos pela Convenção de Genebra. A saia limitava meus passos, o avental me transformava numa personagem secundária de um filme antigo e os sapatos baixos destruíam qualquer possibilidade de dignidade.
Ainda assim, mantive o queixo ergui