Estar ali naquele hospital, era como ter os nervos à flor da pele. Havia mais de duas horas que andava de um lado para o outro sobre os azulejos brancos, roendo as unhas e olhando para as pesadas portas de batente da área de emergência. Tinha visto levarem a sua amiga numa maca, pálida e encolhida pela dor, e o terror de a perder a deixava à beira de um colapso.
Finalmente, as portas se abriram. Um médico de meia-idade, com a testa levemente franzida e uma prancheta na mão, caminhou em direção