PENÉLOPE VERONESI
O tempo parecia se estender indefinidamente, e eu mal conseguia dizer quantas horas haviam passado desde que me colocaram no porta-malas. Cada minuto era um tormento, e o espaço apertado fazia meu estômago revirar. O enjoo se misturava com o medo, criando uma combinação que eu nunca havia experimentado antes. O pior de tudo era o silêncio.
O silêncio opressor que só era quebrado pelo som abafado do motor e pela minha própria respiração acelerada.
De repente, depois do que pare