57. UM IRMÃO DO NADA
Peguei a identificação com mãos trêmulas e acenei. Naquele momento, não sabia se era o correto, mas compreendi que essa era minha oportunidade de me reinventar, de ser mais do que uma sombra fugindo de um destino imposto. O proprietário do estabelecimento se levantou da cadeira e caminhou com passos firmes em direção à porta do escritório, mas parou e girou sobre os calcanhares para se dirigir a mim mais uma vez.
— Fique aqui e comece organizando tudo... Droga! — sua voz ganhou um tom de preocu