VALENTINA
A suíte estava silenciosa, não era um silêncio vazio, era um silêncio quente que só existe após uma tempestade emocional grande demais para caber em palavras.
As luzes da cidade atravessavam parcialmente as cortinas, espalhando reflexos dourados pelo quarto enquanto eu permanecia deitada contra o peito de Dante.
O coração dele tinha finalmente desacelerado e o meu ainda tentava decidir se continuava fugindo ou se aceitava de vez que talvez tivesse encontrado algo pior que perigo.
Con