Gabriel Ventura
Saí dali sentindo o peso daquela vitória silenciosa. Fui para casa no modo automático. Minha mala de lona, resistente e simples, foi preenchida em minutos. Eu sabia que não precisava de muito, mas precisava do meu melhor. Dona Maria Helena, minha mãe, observava tudo da porta do quarto, limpando as mãos no avental.
— Você está indo mesmo, não é? — ela perguntou, com um misto de orgulho e aquele receio maternal de quem vê o filho voar alto demais.
— Sim, mãe. O trabalho exige.