Priscila Almeida
O som das grades rangendo e o eco das vozes reverberando pelos corredores do presídio tornaram-se uma trilha sonora constante na minha vida. O cheiro de ferro e desinfetante impregnava o ar, uma lembrança persistente da minha realidade. Estava presa há mais de um ano por ter raptado a filha de Anthonella, e cada dia era uma batalha para manter minha sanidade.
Sentada em minha cela estreita, observava as paredes cinzentas e desgastadas, cobertas de grafites e marcas de prisionei