Augusto não conseguiu dormir naquela noite.
Tentou.
De verdade.
Mas, toda vez que fechava os olhos, via o rosto de Blenda.
O sorriso.
Os olhos.
O jeito de inclinar levemente a cabeça enquanto escutava alguém.
Era perturbador.
Porque não era apenas familiar.
Era dolorosamente familiar.
Ele levantou da cama pouco antes do amanhecer e caminhou até a varanda da casa dos Montalvão, onde estava hospedado desde que retornara ao Brasil.
Foi ali que Henrique o encontrou, já vestido para a caminhada mati