Mundo ficciónIniciar sesión***CAPÍTULO 6***
CROW RICCI NARRANDO Eu comecei a dar razão a Ju, essa babá é extremamente irritante, mal humorada e mandona. Dei alguns passos para trás, ficando de frente com ela, ela é baixinha, morena e impaciente, estou começando a achar que nós não vamos nos dar nada bem pelo fato de seu comportamento ser fora do padrão normal. - O que você quer? Perguntei sem paciência. - Precisa montar o quarto da sua filha. Eu quase sorrio com a sua ordem. - Pago empregados por algum motivo. Debochei dela. - Ela não é filha dos empregados. Ela falou num tom claro que tenho a certeza que quem estava próximo ouviu, ela foi enviada para me irritar, não é possível. - Estou começando a perder a paciência com você. Murmurei chateado. - Estou nem aí, tire seu maldito casaco, você tem muito que fazer. Abro a boca para responder, essa babá baixinha simplesmente deu-me as costas, carregou minha filha e caminhou em direção às escadas. - Senhor. Ju aproximou-se rapidamente. - Eu avisei, ela não é fácil de lidar, podemos procurar outra babá. - Yasmin está quieta desde que ela chegou, enquanto minha filha não abrir a boca para chorar, eu posso suportar aquela mulher. Falei irritado por me submeter a uma empregada, como cheguei a esse ponto? - Ela não é fácil. Virei o rosto para a olhar, sim, ela não é fácil de controlar e se submeter aos outros. - Está tudo bem. Eu falei a tranquilizando, dei alguns passos até às escadas, lentamente subo indo em direção ao quarto da Yasmin, havia muitas caixas no chão do quarto, uma cama infantil em pé, o que ela quer? - Desmonte estas caixas para poder montar a cama dela. Franzi o cenho não acreditando no que ela está dizendo, eu vou fazer trabalho manual? - Eu tenho seguranças, eles podem fazer isso. Resmunguei não feliz. - Se eu quisesse seus seguranças, ia chamar, tire logo o casaco, Yasmin irá sonecar daqui a pouco. - Eu não gosto de fazer trabalho manual. Reclamei. - Ou não sabe? Ela rebateu, fiquei em silêncio absoluto. - Entre. Ela gritou assustando-me, Frank entrou no quarto todo vermelho por ter sido descoberto. - Já que adora ouvir atrás da porta, ajude seu patrão. Aquela mulher saiu do quarto pisando fundo nos deixando sozinhos. - Eu não estava ouvindo atrás da porta, vinha entregar um recado, mas acabei ouvindo a conversa. Frank justificou rapidamente. - O que é? - Senhorita Érica ligou. É Érica? Não é importante. - Ajude-me com isso antes dela voltar mais estressada. Frank começou a rir, fazendo-me rir, eu não sorrio a tanto tempo que acabei esquecendo como é. Nós comemos a desmontar as caixas, eu não sei quem é mais inútil, ele ou eu, pois levamos horas para colar papel de parede no quarto, depois montamos a cama, é uma cama dupla, fácil para Yasmin subir e descer sem se machucar, terminamos de montar o conjunto de gavetas que vem com a cama, depois colocamos livros infantis na estante em uma das gavetas da cama, estendemos o tapete no chão e finalmente respirei profundamente. - Terminamos. Eu resmunguei exausto. - Ficou bonito. Frank comentou satisfeito, sim, parece um quarto infantil. - Vamos descansar. Resmunguei exausto, preciso de um banho e cama, saímos do quarto, quando eu ia seguir em direção ao meu quarto no segundo andar, parei na porta semiaberta, lentamente me aproximei para espiar, aquela mulher está dormindo de cabeça para cima enquanto minha filha está no seu peito dormindo tranquilamente, elas realmente se deram bem, lentamente eu fui para meu quarto, estava tão cansado que simplesmente apaguei assim que meu corpo colidiu com o colchão da cama. Acordei ao som do meu alarme, sem drama, fui tomar banho me preparar para mais um dia laborar, quando meu telefone começou a tocar. - Crow Ricci falando. - Crow? Estou ligando desde ontem, porque você não me atende? - Érica? Porque você está me ligando com número estranho? - Estou ligando, você não atendeu. - Estava dormindo. Falei irritado, ela não poderia aguardar alguns minutos? Alguém bateu a porta do quarto, depois girou a maçaneta para entrar. - Chefe, bom dia, senhorita Cristal o aguarda.. - Quem? Eu perguntei sem entender. - A nova babá, se chama Cristal. Ohw, me esqueci totalmente de perguntar seu nome. - Érica, tenho que ir. Encerrei a ligação, peguei minha carteira. - O que ela quer? Eu perguntei tímido. - Não faço ideia. Frank comentou enquanto descemos às escadas, ele não sabe? Espero que não seja outro ataque dela, quando colocamos os pés na sala, ela estava segurando a cadeirinha da minha filha. - Precisamos ir. Ela falou e eu franzi o cenho. - Ir para onde? Foi a vez dela de franzir o cenho. - Hospital. - Que hospital? Eu preciso trabalhar, tenho uma reunião. - Ninguém irá morrer se você chegar atrasado uma vez na vida. Ela estava passando dos limites, eu devo priorizar meu trabalho não seus malditos caprichos. - Escute aqui, estou começando a ficar farto de você. Falei um pouco mais alto que o normal fazendo minha filha dar gritos de choros, ela esticou a mão entregando-me a cadeirinha dela, ela sabe muito bem que eu não consigo fazê-la calar a boca. - Faça-a calar. Ela ordenou, mordi meus dentes irritado pelo fato de eu ter que me submeter às suas ordens. - Nós podemos tentar novamente, o que você acha? Eu negociei. - Isso não é um pedido de desculpas. Yasmin deu outro berro obrigando a tirar as palavras que jamais pensei em tirar. - Desculpa.






