CLARA
O som do motor do carro era a única coisa que preenchia o silêncio pesado entre mim e Henrique. Meus dedos ainda tremiam, e meu coração batia rápido, mas tentei focar em uma única coisa: Sofia estava segura. Mesmo depois de toda a loucura, depois de quase ter sido pega no meio daquele caos, eu sabia que minha filha estava longe de tudo isso, com minha mãe. Era o único pensamento que me mantinha sã.
Mas, ao mesmo tempo, a adrenalina começava a desaparecer, e o medo cravava garras profundas