Capítulo 48 – Feras e Cicatrizes
O amanhecer chegou tingido de vermelho, como se o próprio céu sangrasse em presságio. Ana prendeu os cabelos, vestiu as roupas escuras que Lysandra havia deixado para ela — couro ajustado, sem proteção, apenas mobilidade. Aquilo não era roupa de treino. Era uma provocação. Ou uma sentença.
No pátio da fortaleza, cercado por colunas cobertas de musgo e runas antigas, já estavam reunidos mais de uma dúzia de lobos — todos transformados, imensos, de pelagem escura