404. SEGREDOS OCULTOS
KATHERINE
Então eu fiz. Tomando uma respiração profunda, agarrei a borla com a mão e puxei a corda para baixo.
Track track track!
— Ai! — soltei um grito e pulei para trás, assustada, quando uma escada de mão antiga caiu do teto com um barulho estrondoso.
Uma nuvem de poeira logo inundou o corredor, e comecei a tossir quase até sufocar, abanando a mão para dissipar um pouco o ar carregado.
Finalmente, consegui focar nas alturas, onde um buraco escuro havia se aberto.
Dava um arrepio na espinha, como se a qualquer momento olhos pudessem me espreitar das trevas.
Baixei o olhar para a escada suspensa à minha frente. Os degraus estavam desgastados, e cupins se espalhavam corroendo a madeira.
Mesmo assim, aquele instinto me impulsionava a explorar, como quando segui Francis; uma magia poderosa puxava minha alma.
Decidi correr o último risco e subir.
Coloquei as mãos nos suportes laterais com certo nojo, levantei o pé e me certifiquei de não cair logo no primeiro degrau.
Comecei a subir, po