Quando o carro parou na entrada do shopping, eu não sabia quem estava mais surpresa: eu ou Ana.
Desde que me entendo por gente, nunca tinha estado fora daquele maldito convento. Nunca fui a um cinema, nunca entrei num shopping, nunca passei por portas de vidro automáticas que abrem sozinhas como se estivessem felizes em sugar seu dinheiro.
Era a primeira vez que eu ia a um lugar assim.
A excitação subiu tão rápido que quase abafou tudo: dor, raiva, humilhação. Por alguns segundos, eu só queria