Cap. 13: 🧸 Encurralada no Elevador
O Edifício Valente erguia-se contra o céu cinzento de São Paulo como uma lâmina de vidro e aço, fria e inabalável.
Para Helena, no entanto, aquele arranha-céu não passava de um monstro de concreto que ameaçava engolir o último sopro de vida de seu filho.
Dentro de suas mãos trêmulas, ela apertava contra o peito uma pasta azul-escuro, o registro médico de Leonardo.
Cada folha ali dentro era um segundo a menos no relógio de areia que media a vida de Léo.
Restavam menos de vinte dias, e a quimioter