Cap. 5: 🧸 O Olhar Cor de Tempestade
O silêncio que se instalou na sala de reuniões após a saída dos últimos diretores, não era um vazio; era uma presença física, espessa e sufocante, que parecia drenar todo o oxigênio do ambiente.Helena permaneceu imóvel perto da cabeceira da mesa de mogno polido, com os dedos longos e firmes pressionando a borda da madeira para ocultar o tremor sutil que ameaçava traí-la.Sete anos.Sete anos de um exílio forçado na escuridão, alimentando-se de migalhas de coragem para manter a si mesma, e mais tarde, ao pequeno Léo, vivos.E agora, ali estava ele.Arthur Valente não se moveu desde que a porta se fechou.Ele permanecia de pé diante da imensa parede de vidro que revelava a silhueta cinzenta e imponente da metrópole, de costas para ela.Os ombros largos, estruturados perfeitamente sob o paletó de corte italiano feito sob medida, pareciam carregar a rigidez de uma estátua de mármore.O cabelo preto, impecavelmente cortado, contrastava com o colarinho branco e rígido.Quando ele finalmente
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