ELENA MORETTI
Entrei no escritório de Julian sem bater. Ele estava de costas, olhando para a janela, a silhueta emoldurada pelas luzes frias de Nova York. Joguei a caixa de veludo sobre a mesa de carvalho. O som seco do impacto fez seus ombros tensionarem.
— O que é isso, Julian? — minha voz tremia de fúria e mágoa. — Eu encontrei no seu carro. Você ia me pedir em casamento de novo? No mesmo dia em que decidiu me tratar como uma estranha?
Julian virou-se lentamente. Seu rosto era uma máscara d