O som do motor do conversível de Laura cortava a noite enquanto as luzes dos postes de iluminação desenhavam linhas contínuas pelo teto do carro. O ar gelado da madrugada batia no meu rosto, limpando os últimos resquícios da sensação sufocante do salão do vigésimo andar. Eu ainda conseguia sentir, quase como uma marca invisível, o olhar incandescente de Henrique travado nas minhas costas no momento em que as portas do elevador se fecharam.
— Você tá muito quieta, Tina — Laura falou, aumentand