Assim que a porta do banheiro da suíte privativa se fechou e o som da água caindo preencheu o ambiente, não esperei por mais nada. Ele não tinha me dispensado, na verdade, eu sabia que Henrique pretendia voltar, mas a humilhação daquele telefonema fora o meu limite. Ajoelhei-me no chão de madeira, recolhi minhas roupas com as mãos trêmulas e me vesti em um desespero silencioso. Saí do apartamento privativo quase correndo, peguei o elevador reservado e atravessei o saguão do prédio sem olhar par