O Namorado que Inventei
O Namorado que Inventei
Por: Pierre Wallace Thompson
01

– Eu te odeio! – Grito fechando a porta com força, fazendo as pessoas ficarem com aquelas caras de surpresa com a cena que foi presenciada anteriormente.

Não está entendendo? Eu explico.

Simples, eu acabo de ter um momento de histeria com o cara que eu odeio cujo está no presente momento na minha sala com a minha família tentando explicar alguma coisa para fazer com que eles aceitem minhas gritarias.

Talvez ele fale que estou bêbada, ou que estou de TPM. Não sei. Só sei que quero matar aquele garoto com uma faca bem no meio do coração e ficar olhando para ele enquanto morrer lentamente e pedindo socorro.

Ok. Isso foi meio psicótico, mas não tenho culpa se ele me faz sentir assim.

Quem é ele? Simples, seu nome é Patrício Luiz, o príncipe encantado de todas as meninas idiotas e o meu pior pesadelo, claro por que por alguma força do universo estou amarrada naquela pessoa, de nome mais idiota. O que é Patrício? Um nome de mostarda? E a combinação de Patrício Luiz? O que é isso mesmo? Mostarda em minha opinião ou alguma bolacha que deu errado. Tudo leva a mesma coisa: Mostarda! Eu não gosto, então a comparação é perfeita!

Patrício Luiz tem cabelos loiros que vista de outro ângulo se tornam fios dourados, aquele dourado que não encontramos por ai. Seus olhos é uma confusão. É como uma junção de todas as cores que acabaram se tornando azuis escuros que muda de cor conforme seu humor e lugar que está. Aqueles olhos que são capazes de fazer qualquer pessoa sem cérebro desejaram que ficassem te desejando. Humph! Idiotas. E seu corpo? São aqueles físicos de jogadores de futebol americano que vimos nos filmes, isso mesmo aqueles que são burros e gostosos. Argh! Eu não estou bem mesmo. Mas ele possui músculos definidos, barriga de tanquinho com apenas 17 anos. Ele vive na academia ou surfando, isso explica a cor de sua pele agora bronzeada. Ele possui aquele bronzeado que não fica bem para a maioria das pessoas, aquele que poucos já conseguiram. E isso faz com que as outras idiotas sem cérebros gostem mais ainda deles.

– Ag. Saí dai! – Ouço alguém me chamar batendo na porta. Sua voz era grossa e chata de ouvir, isso mesmo era de Patrício.

– Cala a boca e não me chama de Ag. – Eu grito sem abrir a porta. – Vai embora seu idiota!

– Ag. Sai dai e vamos conversar. – Ele falou mais uma vez batendo em minha porta.

– Já disse para não me chamar de Ag. Seu idiota! – Grito de volta e me jogo em cima da minha cama.

Você deve estar se fazendo outra pergunta certo? O que é Ag? Simplesmente é o apelido que as pessoas inventaram para o meu nome, Angelica. Isso, eu tenho um nome tão lindo sou chama por duas letras, uma vogal e uma consoante. Deprimente!

Meu nome é Angelica Verona, conhecida com Ag. Tenho 17 anos e estou no último ano da escola, o que na minha história que irei contar não interfere muito. Tenho longos e cacheados cabelos ruivos naturais e olhos verdes que nem o mar quando o sol b**e nele. Tenho uma altura e peso na média das garotas da minha idade. Minha pele é clara, não como um papel, mas clara. Não tenho namorado, pelo menos não de verdade. Não sei fazer nada de bom na minha vida, tirando o fato de saber fotografar, o resto eu não sei fazer. Isso quer dizer que não sei cantar, dançar ou até mesmo cozinhar, ora eu vivo na casa de meus pais, o mínimo que eles têm que fazer é me alimentar.

Falando em meus pais, eles são bem legais, quando querem. São exigentes para caramba, sem contar o fato deles sempre estarem brigando, porém são super fofos e meigos quando estão com visitas. Meus pais tem medo de um monte de coisas e isso inclui eu ser sequestrada por alguém quando estou comprando verduras no lado de casa, na feira. É eles são paranoicos devido à profissão de meu pai.

Antônio Jaspear Verona, 47 anos. Possui olhos que nem o meu, verdes. Cabelos castanhos puxados para o chocolate. Sempre está com sua roupa de trabalho. Ele é policial, ou seja, perigo constante... Ou qualquer coisa do tipo que ele vive repetindo dentro de casa. Meu pai é sério, não é muito de rir (o que é uma pena, ele devia usar mais os cantos da boca) e é muito dedicado e determinado. E tem um jeito meio estranho quando eu apresento algum namorado para ele.

Sofia Rincón Verona, 45 anos. Possui olhos castanhos e comuns. Cabelos ruivos iguais aos meus. Sempre está vestida com uma de seus vestidos florais com tamancas nos pés. Ela trabalhava em uma floricultura, agora fica em casa cuidado de tudo, desde que a antiga empregada se demitiu, alegando que essa casa era uma loucura e que não iria aguentar mais colheres em seus cabelos, longa história! Ela é alegre, sempre ri e é simpática. E quando eu apresento um namorado novo, ela se faz como “mãe de propaganda de margarina” mesmo que involuntariamente.

– Angelica Verona, abra essa porta e comece agir com uma mulher. – Brandiu Patrício no lado de fora do meu quarto.

– Vai embora seu idiota. – Eu grito novamente para ele.

Agora novas perguntas estão se formando em sua cabeça, certo? Pois bem, tenho algumas coisas para dizer para vocês... Patrício Luiz é meu namorado! Acreditem nisso, pois eu mesma demorei um bom tempo para acreditar, ele realmente é meu namorado, ou melhor, meu namorado de mentira. Isso não é magnifico? Existe outra coisa melhor do que o garoto que você mais odeia em toda sua vida ser o seu namorado e estar sendo apresentados para seus pais alguns minutos atrás? Qualquer coisa seria melhor do que isso. Acredite em mim.

– Angelica Verona, eu vou arrombar sua porta se você não sair dai imediatamente! – Ameaçoumeu querido namorado de mentira.

– Vá em frente seu bruta montes, quero ver se é macho o suficiente para isso! – Grito de volta jogando meu pequeno cofre em formato de porco na porta do quarto. Não se preocupe, ele é metal... Não quebrou, mas deve ter assustado o cara do outro lado da porta.

Enquanto o meu querido namorado de mentira está tentando arrombar a minha porta, vou contar-lhe uma história, a minha história de como eu fui parar amarrada com esse idiota dos infernos.

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