A REDENÇÃO DE NIKOLAOS
NIKOLAOS
Cinco anos haviam se passado desde o dia em que assinei os papéis do meu casamento civil com Atena em uma sala fria de cartório, sob os olhares julgadores de uma sociedade que nos considerava párias. Hoje, parado diante da imensa janela de vidro do nosso apartamento — que há muito tempo deixara de ser um cativeiro de luxo para se tornar um verdadeiro lar —, eu contemplava o pôr do sol dourado sobre Atenas com um sentimento que há décadas não experimentava: a paz