MATTEO
A FALÊNCIA MORAL
MATTEO
O silêncio que se instala no meu escritório em Siracusa após o clique seco do desligamento do Giorgio é quase ensurdecedor. Permaneço estático na minha cadeira de jacarandá por vários minutos, com a mão ainda estendida, segurando o receptor do telefone contra o peito. Sou incapaz de fazer qualquer movimento. O meu corpo parece pesado, como se as paredes de mármore da fazenda estivessem se fechando ao meu redor.
As palavras duras, cortantes e dolorosamente verdade