A DOÇURA DA INOCÊNCIA
GIORGIO
Assim que cruzamos a porta da sala de coleta e retornamos à recepção principal do laboratório em Noto, o ar parece finalmente perder aquela densidade hospitalar que me sufocava os pulmões. Georgina caminha saltitante, os sapatinhos de verniz estalando ritmicamente contra o mármore claro do piso, enquanto balança as suas marias-chiquinhas com uma vivacidade que em nada lembrava o ambiente estéril que acabáramos de deixar. Ela solta a minha mão por um breve segundo,