A OBSESSÃO
GENARO
Estou sentado na imensa cadeira de couro do meu escritório em Palermo, com o cenho franzido e a atenção dividida entre três novos contratos de distribuição da vinícola que preciso assinar ainda hoje. O silêncio do ambiente é subitamente rompido pelo toque estridente do meu celular sobre a mesa de mogno. Desvio os olhos dos papéis e encaro a tela reluzente.
O nome de Bettina pisca no visor.
Sinto um gosto amargo na boca e uma pontada de irritação na nêmese do meu estômago. Sol