Mundo ficciónIniciar sesión“Os mais perigosos não ameaçam. Eles esperam.”
Fernando nunca acreditou em silêncio.
Sempre achou que o perigo fazia barulho e vinha com gritos, ameaças, portas batendo, armas visíveis. Nunca aprendeu que o verdadeiro colapso chega de outro jeito. Primeiro como ausência. Depois como espera.
A cela era pequena demais para seus pensamentos. O concreto tinha cheiro de ferrugem antiga, suor acumulado e metal úmido. O tipo de lugar onde o tempo não passa. Apenas se arrasta.
Todos os seus privilégios haviam sido retirados. Seus pais foram chamados à delegacia para depor, mas ambos se opuseram. Ele estava sozinho, n







