Mundo de ficçãoIniciar sessãoO silêncio do meu apartamento, que sempre foi o troféu da minha independência, naquela noite parecia pesado, quase sólido. Assim que fechei a porta e encostei a cabeça na madeira fria, soltando o ar que eu nem sabia que estava segurando, meus olhos foram atraídos para o chão. Um pequeno retângulo branco contrastava com o taco escuro.
Meu coração deu um solavanco tão forte que senti o pulso latejar na base do pescoço. Me abaixei, pegando o papel com a ponta dos dedos trêmulos. As letras eram irregulares, rápidas, como se tivessem sido escritas com pressa e ódio.







