POV: VANESSA
O degrau do caminhão era alto demais para a minha saia justa, mas eu subi. Subi sem olhar para trás, ignorando a lama que agora selava o meu destino no asfalto de Huelva. A cabine cheirava a cigarro de enrolar e a uma vida que eu sempre desprezei: a vida do esforço bruto, do suor que não sai com perfume caro.
O motorista, um homem chamado Paco, tinha a pele curtida pelo sol e mãos que pareciam garras de couro. Ele não me perguntou o meu nome. Ele não perguntou por que uma mulh