POV: HELENA
Virei as costas para o Gustavo e caminhei em direção à varanda. O barulho dos meus saltos no mármore era o único som na sala, além da respiração ofegante dele. Eu sentia o peso do olhar dele nas minhas costas — um misto de ódio, choque e aquela admiração tardia e inútil que ele agora demonstrava.
Abri a porta de vidro e senti o ar gelado de Lisboa bater no meu rosto. Olhei para as luzes da cidade, mas meus olhos estavam fixos na tela do meu celular, que vibrou com uma notificação